Os Seus Músculos Têm Memória — E Funciona nos Dois Sentidos

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A maioria das pessoas já ouviu falar de “memória muscular” como a razão pela qual é possível voltar à forma mais rapidamente depois de um período parado. Segundo uma investigação recente mencionada na The Atlantic, essa ideia é mesmo real — e ainda mais interessante do que pensávamos.

Quando faz treino de força, os seus músculos não ficam apenas maiores ou mais fortes naquele momento. Dentro de cada célula muscular, certos genes são ativados de forma a facilitar o crescimento muscular no futuro. Os cientistas chamam isto memória epigenética. Em termos simples: os seus músculos lembram-se do trabalho que já fez e essa memória ajuda-o a recuperar força mais depressa quando regressa ao treino.

Essa é a boa notícia.

muscle memory

A menos boa é que os músculos também se lembram dos períodos de inatividade. Tempo passado doente, lesionado, imobilizado ou sedentário pode deixar uma marca duradoura, fazendo com que os músculos encolham mais rapidamente e se recuperem mais lentamente da próxima vez. Este efeito parece intensificar-se com a idade, o que pode ajudar a explicar por que é que os adultos mais velhos perdem massa muscular mais depressa após uma doença ou período de repouso — e por que é mais difícil recuperar.

A conclusão não é que as pausas sejam negativas ou que o descanso deva ser evitado. A vida acontece. Lesões, cirurgias, stress e fases mais exigentes são normais. O que a investigação sugere é que cada fase de movimento em que investe agora constrói “crédito” para o futuro. Mesmo um treino de força moderado ao longo da vida pode tornar o seu corpo mais resiliente anos depois.

Também reforça a importância de retomar o movimento assim que for seguro após uma doença ou lesão — mesmo que de forma suave. Caminhadas, resistência leve e treino de força progressivo não só ajudam a reconstruir músculo, como protegem a sua capacidade futura de o fazer.

Em suma: os músculos lembram-se do que lhes ensina. Treine-os bem e eles continuarão a ajudá-lo — mesmo depois de algum tempo parado.

Fonte: The Atlantic

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